terça-feira

Quantos velhinhos você escora?

Lembram quando a Flávia se tornou a maior matadora de lobinhos aqui no blog? Em um torneio de quantas crianças em torno de 5 anos você nocautearia, ela conseguiu a fantástica marca de 18 lobinhos! Mas isso não conta porque ela tem o know-how das tardes de sábado no Grupo Escoteiro.

Agora surgiu um desafio mais dificil ainda... Quantos velhos de 90 anos você encara?

 

How Many 90 Year Olds Could You Take in a Fight?

 

Façam o teste e coloquem nos comentários!

quinta-feira

Preso e desocupado

Aqui no Brasil as cadeias não tem trabalho forçado, e normalmente não tem nada pros presos fazerem também. Já nas Filipinas, alguém teve a idéia de arrumar algo para distrair os detentos durante o banho de sol. Até que deu certo...

E de quebra ainda arrumam uma função auxiliar para a "noivinha" da cadeia.

segunda-feira

O que os heróis da guitarra pensam sobre "Guitar Hero"?

Stephen J. Dubner e Steven D. Levitt
Recentemente, pedimos aos leitores da coluna Freakonomics que enviassem perguntas para Alex Rigopulos, co-fundador da Harmonix, companhia de desenvolvimento de vídeo games mais conhecida pelos jogos Guitar Hero e Rock Band. Entre elas, estava uma das dúvidas mais freqüentes em relação aos seus jogos: se eles desencorajam os usuários a aprenderem música de verdade. (A resposta foi curta: ele acha que não.)

Eis uma amostra das perguntas dos nossos leitores e das respostas de Rigopulos.

Pergunta - É difícil conseguir os direitos autorais das músicas que aparecem nos jogos?
Resposta -
Para a maioria das músicas que tentamos licenciar para Rock Band, não é nem um pouco difícil. Na verdade, no momento há bastante interesse por parte de muitos artistas, o desafio maior é decidir com que material trabalhar primeiro.
Dito isso, é claro que há algumas exceções. Por exemplo, como você pode imaginar, licenciar as músicas dos Beatles não foi uma tarefa fácil. E há alguns poucos artistas que recusam por várias razões:
normalmente, eles simplesmente não se sentem (ainda) muito confortáveis com a idéia de ter suas músicas em vídeo games, dos quais eles podem ter uma percepção negativa, ou com a idéia de que sua música será lançada num formato interativo. Em nenhum desses casos recebi como resposta: "Não, nunca". Normalmente é apenas uma questão de tempo e de ajudar esses artistas, principalmente os mais velhos que não cresceram com vídeo games, a ver que os jogos musicais não são uma roubada, e que são uma nova maneira de os fãs vivenciarem a música, de uma forma poderosa. Mais cedo ou mais tarde nós os conquistamos.

Pergunta - Qual é sua música favorita no Rock Band?
Resposta -
Ah, nenhuma música guarda esse título por muito tempo, porque lançamos novas músicas toda semana.

Eu normalmente gosto mais de tocar músicas novas, em que a dificuldade de um determinado instrumento está no limite da minha capacidade - não totalmente impossível (como "I'm looking at you", de Yngwie Malmsteen!), mas desafiadora o suficiente para que tocá-la quase 100% exija concentração e prática. Quando eu finalmente consigo tocar, a sensação é muito boa.

Consequentemente, quase sempre minha música favorita é provavelmente um lançamento de DLC (conteúdo para download). A última, que eu peguei na semana passada, para bateristas experientes, foi o Funk No.
49{inch} de James Gang, que é super divertida. Outra favorita recente foi a música "Pretty Noose", do Soundgarden. As partes de bateria do Soundgarden são fantásticas.

Pergunta - Em novembro, o Freakonomics questionou se os seus jogos podem de fato ter ajudado a reavivar a indústria da música. Mas ao mesmo tempo, você não acha que eles desencorajam as crianças a tocar instrumentos de verdade? Se você de fato quisesse codificar a essência da música em um software, isso não deveria ser feito de forma que as pessoas pudessem aprender uma habilidade real que as ajudasse a produzir música?
Resposta -
Antes de mais nada, o desafio de cantar do Rock Band envolve o canto de verdade, e a resposta do jogo em relação à afinação do cantor de fato ajuda as pessoas a cantarem melhor. E apesar de o jogo de bateria não ser uma réplica exata de uma bateria real, é com certeza uma simulação próxima o suficiente, que permite aos jogadores desenvolverem habilidades que podem aplicar diretamente à bateria real. Com frequência vejo pessoas migrarem do Rock Band para a bateria real com naturalidade.

O controlador de guitarra do jogo é, obviamente, uma versão muito mais abstrata do que a coisa real. Há algumas habilidades musicais rudimentares que você aprende através do jogo, como um senso de ritmo melhor, além da destreza básica necessária para tocar o ritmo com uma mão e as notas com a outra. Mas não quer dizer que um especialista em guitarra no Rock Band possa simplesmente pegar uma guitarra e sair tocando.

Apesar disso, o jogo tem seu valor. Nós não vemos Rock Band como uma ferramenta educacional para guitarra, mas sim como uma ferramenta inspiracional. A maioria das pessoas que tentam aprender guitarra abandonam logo depois de começar, porque a experiência inicial é difícil e frustrante. Ao dar as pessoas um gosto do que está do outro lado, estamos inspirando-as para investir seu tempo em aprender um instrumento de verdade. O jogo não é um substituto, é um estímulo.
Vários professores de guitarra me disseram que os negócios se aqueceram durante os últimos anos, e a maioria dos novos alunos ficou motivada com a experiência de jogar Rock Band ou Guitar Hero.

Pergunta - Você conheceu alguns astros do rock pessoalmente. Se sim, o que eles acham do jogo?
Resposta -
Sim, encontrar astros do rock faz parte do trabalho. O que eles acham sobre nossos jogos varia muito. Às vezes já são fãs entusiasmados dos jogos da Harmonix - o que é estranho, e eu sou obrigado a dizer: "Não, espere, desculpe, sou eu que faço o papel de fã nesse encontro". No outro extremo, há alguns que mal sabem o que fazemos, ou até mesmo têm uma impressão negativa dos vídeo games no geral, e nós temos que começar desde o início. De qualquer forma, é sempre uma viagem encontrar diretamente com os artistas e ouvir o que eles pensam sobre os jogos de música.

Pergunta - Quão importante é fazer os instrumentos mais parecidos dos instrumentos reais, e como você evita que as complexidades do realismo atrapalhem a diversão?
Resposta -
A autenticidade da experiência musical era um dos objetivos principais do design do Rock Band, e eu acho que durante os próximos anos continuaremos tentando diminuir a diferença entre a música simulada e a música real. Entretanto, o caminho aqui não é óbvio: à medida que a interatividade se aproxima do desempenho real do instrumento, a complexidade/dificuldade cresce exponencialmente. O desafio é acompanhar esse eixo com pequenos incrementos suficientes para que a experiência continue acessível e interessante para milhões de pessoas. É um problema difícil, muito difícil. Mas é parte do que torna esse trabalho divertido.

Tradução: Eloise De Vylder - Fonte UOL.